Computação Desplugada

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Computação Desplugada 2016-05-10T17:16:04+00:00

 

Alunos que participaram do Computação Desplugada em 2014

Computação Desplugada de 2014

A computação desplugada é uma técnica que visa ensinar os fundamentos da computação de forma lúdica, sem o uso de computadores, sem distrações e detalhes técnicos em demasia. Um dos objetivos é eliminar as barreiras técnicas e os equívocos sobre o que é realmente a computação.

Os princípios da técnica consistem em, basicamente:

  • não requerer computadores;
  • ensino da ciência da computação real;
  • aprender fazendo;
  • ser divertido;
  • sem nenhum equipamento especializado;
  • variações da aplicação da técnica são encorajadas;
  • para qualquer pessoa;
  • durante as atividades, enfatizar a cooperação, comunicação e solução de problemas;
  • atividades são auto-suficientes, ou seja, podem ser usadas independentemente umas das outras e;
  • devem ser flexíveis com relação a erros, isto é, erros (dos participantes) não devem impedir que os participantes entendam os fundamentos, mas que o erro possa ser útil na relação ensino-aprendizagem.

A ideia surgiu quando o Professor Doutor Raimundo Barreto teve o conhecimento de uma iniciativa de professores da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), Universidade de Waikato (Nova Zelândia) e Universidade Charles Darwin (Austrália), chamada de Computação Desplugada. Os idealizadores possuem um site (http://csunplugged.org/) onde disponibilizam diversos tipos de materiais, livros em diversos idiomas, inclusive o português, projetos, eventos, artigos científicos, pessoas que estão adotando a estratégia, dicas para professores, vídeos e muito mais.

A partir da leitura do livro e conhecimento dos diversos materiais, foi submetido um PACE no primeiro semestre de 2012, o qual foi aprovado. Selecionamos seis atividades, geramos os scripts, ensaiamos bastaste e apresentamos na Escola Estadual Angelo Rammazzotti. Uma experiência que trouxe muito aprendizado.

Em seguida, no segundo semestre de 2012, tivemos a grata satisfação de saber que o projeto que submetemos ao Edital do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPEAM, foi aprovado. Neste último, pela nossa experiência passada, fizemos ajustes na técnica, isto é, ao invés da apresentação em si, resolvemos fazer como se fosse uma peça teatral, que inclui danças. No melhor do nosso conhecimento, não sabemos de nenhuma atividade desplugada que use o teatro como estratégia para ensino de fundamentos da computação. Além disso, apresentamos em três instituições de ensino em Manaus, e três instituições de ensino de Itacoatiara.

A peça teatral consiste na apresentação de seis conteúdos programáticos da área da computação, e demoram em torno de 100 minutos. Obviamente que temos a flexibilidade de incluir ou retirar atividades das apresentações. Para que as atividades possam ser realizadas, tivemos a necessidade de adquirir e prepar diversos materiais, que envolveram cartões, alguns magnéticos, quadros brancos, cavaletes, roupa de palhaço e de quadrilha, chapéu de roça, banners, cadeados, bolas, dentre outros. Fizemos camisetas do projeto para todos os professores e acadêmicos, além de camisetas para serem sorteadas entre os estudantes, orientação educacional e direção de cada escola.

A técnica pode ser aplicada para pessoas de todas as idades, desde o ensino fundamental até o ensino superior, com diferentes conhecimentos e experiências. Só tivemos experiência com alunos do ensino fundamental do 8o e 9o anos, do 1o ano do ensino médio, e estudantes universitários. Todos gostaram muito.

Realizamos entrevistas com a plateia como forma de avaliarmos a apresentação e a metodologia utilizada. Um aluno do ensino médio disse: “A peça foi muito interessante para nossa escola e município… nos ajudou bastante a compreender vários novos assuntos sobre a tecnologia, tais como os números binários, como o computador interpreta as imagens, os textos, e os números”. Outro comentário foi de uma aluna do curso de Pedagogia: “Esse projeto Computação Desplugada é muito interessante, pois ele trabalha os conceitos da computação de forma lúdica e o lúdico interessa muito as crianças de educação infantil e fundamental. De forma prazerosa, nas crianças, esta atividade pode despertar o interesse de um futuro profissional na computação…”.

A apresentação ocorreu em sete instituições e, no total, somaram-se mais de 1200 participantes.